O que não deve perder?


Quando os nossos cidadãos viajam para a África do Sul, é razoável supor que se dirigem normalmente com um agente de viagens para uma grande cidade ou para um safari. Porque estas são as coisas mais fáceis de organizar para os operadores turísticos, onde é mais provável que consigam atrair as pessoas e preparar um programa para elas. E as pessoas, também neste caso, ou seja, em países bastante exóticos, tendem a apostar em viagens organizadas, porque não sabem o que as espera nesses países. E para elas, certeza é certeza.

Mas acreditem, para chegar à África do Sul não é preciso pagar a alguém por uma excursão organizada. Pode-se lá chegar facilmente por conta própria, e nada pior nos espera no caminho do que, digamos, em voos pela Europa. Mas no local, para viagens não organizadas, é melhor apostar naquilo que as agências de viagens não oferecem.

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Os safaris tendem a ser muito caros, o que só é bom para quem quer ver animais exóticos no seu habitat natural e não num jardim zoológico. E as estadias nas grandes cidades são realmente melhores com guias experientes, porque para além das partes boas da cidade, há também as problemáticas e até mesmo perigosas. O que posso confirmar, porque já fui assaltado duas vezes quando entrei em sítios que não devia.

Acho que é uma experiência muito mais perfeita visitar as pequenas cidades ou aldeias de lá. O que é que tem lá?

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Em King William\’s Town, por exemplo, deve definitivamente visitar a melhor parte da cidade. É arquitetonicamente bonita e agradável. E não se aperceberia que, mesmo debaixo da colina, do outro lado do rio, há um bairro de lata, que não tem certamente um bom registo de segurança, e que também não tem qualquer beleza.

Há dois museus para visitar em George, tanto históricos como técnicos.

Em Oudtshoorn há um museu de penas, não o de Cimrman, mas um relacionado com a criação de avestruzes.

E assim por diante.

E o que se deve definitivamente ver numa cidade pequena? As pessoas. São tão variadas e ao mesmo tempo tão simpáticas que vale a pena voltar todos os anos para as ver.